Tribunal de Justiça suspende investigação do MP sobre suspeita de venda de cargos contra presidente da Câmara de Curitiba Tico Kuzma
TJ suspende investigação contra Tico Kuzma em Curitiba O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu, em decisão liminar, a investigação do Ministér...
TJ suspende investigação contra Tico Kuzma em Curitiba O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu, em decisão liminar, a investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) que apura suspeitas de venda de cargos públicos e prática de "rachadinha" envolvendo o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD). O processo tramita em segredo de Justiça. O anúncio da suspensão foi feito pelo próprio vereador durante a sessão plenária de segunda-feira (3). Segundo Kuzma, a decisão foi proferida em 7 de julho. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Em junho, o presidente da Câmara foi alvo de uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação, iniciada a partir de uma denúncia anônima apresentada em 2024, apura suspeitas de que o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar pessoas a cargos na Prefeitura de Curitiba e exigido, posteriormente, parte dos salários desses servidores. 🔍 "Rachadinha" é um termo popular para o esquema ilegal no qual um político exige a devolução de parte ou da totalidade dos salários dos assessores e funcionários comissionados. Segundo Kuzma, a liminar do TJ-PR suspendeu a apuração do MP-PR após o entendimento de que não foram encontrados indícios que comprovassem a denúncia. O vereador afirmou que prestou todos os esclarecimentos solicitados e permanece à disposição da Justiça. Vereador Tico Kuzma foi alvo de operação feita pelo Gaeco Rodrigo Fonseca/Divulgação/Câmara de Curitiba Kuzma disse ainda que optou por não comentar o caso anteriormente em razão do segredo de Justiça. “Hoje, faço este esclarecimento porque considero que a população de Curitiba, meus colegas vereadores e todos que acompanham o trabalho desta Casa têm o direito de conhecer esses fatos”, declarou. Em nota, o MP-PR informou que só irá se manifestar após a decisão de mérito do Tribunal. Os autos permanecem sob sigilo. O Tribunal de Justiça também informou que não pode fornecer informações sobre o caso devido ao segredo de Justiça. LEIA TAMBÉM: Eleições: Líder nas pesquisas para o Senado no Paraná, Álvaro Dias desiste de candidatura Londrina: Estudante de 15 anos é morto durante abordagem em que o pai dele era o alvo VÍDEO: Carro conduzido por motorista bêbado invade loja do Paraná e fica 'pendurado' na porta Operação A operação foi deflagrada pelo Gaeco em junho para investigar suspeitas de venda de cargos públicos e prática de "rachadinha". Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. Vereadores da base têm direito à indicação de nomes para ocupar cargos públicos na prefeitura, o que é o caso de Kuzma. As investigações, que começaram há cerca de um ano, apontaram que o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar nomes para a ocupação desses cargos. Além disso, conforme o Gaeco, o vereador teria cobrado uma contrapartida de parte do salário desses servidores. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.