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Suspeitos de envolvimento em queda de homem do 14º andar no Paraná moram no apartamento onde agressões aconteceram

Polícia Civil investiga morte de jovem em Londrina As quatro pessoas que foram presas em flagrante após a morte de um homem — que caiu do 14º andar em Lond...

Suspeitos de envolvimento em queda de homem do 14º andar no Paraná moram no apartamento onde agressões aconteceram
Suspeitos de envolvimento em queda de homem do 14º andar no Paraná moram no apartamento onde agressões aconteceram (Foto: Reprodução)

Polícia Civil investiga morte de jovem em Londrina As quatro pessoas que foram presas em flagrante após a morte de um homem — que caiu do 14º andar em Londrina, no Norte do Paraná — moram no mesmo apartamento do prédio onde o corpo foi encontrado caído do lado de fora. Conforme a Polícia Civil, a vítima estava no local porque namorava uma mulher, que dividia este alojamento com cinco colegas de trabalho. Ela e um quinto homem não foram presos. Os nomes dos suspeitos, que têm entre 22 e 24 anos, não foram divulgados oficialmente. Três deles admitiram no depoimento que agrediram Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, porque ele teria furtado uma câmera fotográfica deles. Entretanto, os quatro também afirmaram que não jogaram a vítima pela janela. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp De acordo com a investigação, Alexandre caiu depois de ser agredido, dopado e torturado. As circunstâncias são investigadas, e a Polícia Civil quer entender se o rapaz foi jogado ou se ele mesmo pulou para fugir das agressões. Nesta segunda-feira (17), o delegado Miguel Chibani informou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que a Justiça decretou a prisão preventiva dos quatro suspeitos no sábado (15). Tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público (MP-PR) haviam solicitado a conversão. Porta com chave do lado de fora levantou suspeita de que suicídio pode ser homicídio "A gente aguarda agora a perícia para firmar um posicionamento a respeito do suicídio. Entender se ele realmente caiu pedindo socorro, em desespero, porque, quando acordou, provavelmente com a capacidade psicomotora alterada, com edema no rosto, machucado, com o quarto trancado, então em desespero ele acabou se lançando, ou se lançando para evitar a continuidade das agressões, porque elas continuariam, ou se realmente ele tentou se projetar e acabou se auto-exterminando. A gente não descarta que, durante a madrugada, algum deles [suspeito] possa ter lançado do corpo", explica o delegado. Vítima caiu de janela de alojamento em Londrina. Reprodução Leia também: Veja a cidade: Aposta do Paraná na Mega-Sena acerta cinco números e leva mais de R$ 260 mil 'Show completo': Irmãs do Paraná que criaram trend 'sem querer' começaram a gravar vídeos para superar luto pela morte da mãe Veja a previsão: Paraná entra em nova onda de calor; entenda o que significa Investigação Inicialmente, a ocorrência chegou à polícia na manhã de sexta-feira (14) como um caso de suicídio. Porém, no local, os agentes notaram que a chave que trancava o cômodo do qual a vítima teria caído estava para o lado de fora da porta. Seis pessoas moravam neste apartamento: a namorada da vítima, os quatro suspeitos e um homem que denunciou o caso após a chegada dos policiais. Nenhum dos moradores é do Paraná, conforme foi apurado. Todos estavam em Londrina, em um alojamento pago pela empresa em que trabalham. Segundo o delegado Miguel Chibani, Alexandre estava visitando a namorada e, por volta das 22h30 de quinta-feira (13), foi confrontado, com uma faca, pelos quatro suspeitos, que acreditavam que ele tinha furtado uma câmera fotográfica avaliada em aproximadamente R$ 12 mil. Em seguida, conforme o delegado, Alexandre foi trancado em um dos cômodos do apartamento, teve os pés e mãos amarrados com um cabo de extensão e passou a ser agredido. A vítima também foi forçada a ingerir dois comprimidos de uma medicação que causa irresponsividade. Polícia prende quatro suspeitos de tortura e morte As informações foram colhidas pelo delegado nos depoimentos prestados pelas testemunhas e pelos suspeitos, sendo que dois deles confessaram as agressões. "Ele foi agredido mediante chute, soco, tapa no rosto, foi ameaçado de morte, houve o relato de que um deles dizia que eles iam retalhar o corpo... Ele acabou falando a respeito do furto e admitiu. A vítima do furto, que no caso é coautora dessa tortura, acabou ainda na madrugada se deslocando e conseguiu conversar com o comprador da câmera, que já tinha se desfeito dela em troca de um celular e de uma quantia em dinheiro", detalha Chibani. Chibani estima que foram cerca de quatro horas de sucessivos ataques contra Alexandre. À polícia, a namorada de Alexandre afirmou que viu o que estava acontecendo e tentou entrar no cômodo em que a vítima estava presa. Porém, disse ter sido ameaçada por um dos suspeitos. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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