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Quem eram mãe e filha encontradas mortas dentro de carro submerso em rio do Paraná

Marido que estava com esposa e filha em carro que caiu em rio do Paraná é preso Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e Maria Laura Roman Talaska, de ...

Quem eram mãe e filha encontradas mortas dentro de carro submerso em rio do Paraná
Quem eram mãe e filha encontradas mortas dentro de carro submerso em rio do Paraná (Foto: Reprodução)

Marido que estava com esposa e filha em carro que caiu em rio do Paraná é preso Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e Maria Laura Roman Talaska, de três, moravam em Nova Londrina, no noroeste do Paraná, onde mãe também trabalhava. As duas foram encontradas mortas dentro de um carro submerso no Rio Paraná, em Porto Rico, na mesma região do estado. Márcio Talaska, de 38 anos, marido de Iria e pai de Maria Laura, foi preso preventivamente na sexta-feira (8). Nesta segunda (11), ele permanece preso. Clique aqui para ler a manifestação da defesa na íntegra. A mulher atuava como servidora pública desde fevereiro de 2025. Conforme o portal da transparência do município, ela trabalhava no setor de serviços gerais do Hospital Municipal Santa Rita de Cássia. ✅ Siga o g1 Maringá e Região no WhatsApp Em nota publicada nas redes sociais, a Prefeitura e o hospital escreveram que Iria trabalhava "com dedicação, responsabilidade e carinho ao próximo". "Que a memória de sua dedicação e de seu cuidado permaneça viva entre nós, como testemunho de uma vida marcada pelo serviço ao próximo", diz a nota. Maria Laura era aluna do Centro Municipal de Educação Infantil Arco-Íris, que também lamentou a morte da criança. Nas redes sociais, amigos e parentes descreveram Iria como uma mulher "muito sorridente" e Maria como uma "menina muito amada". "Você vai deixar muita lembrança boa, Iria. Sorriso largo, sempre muito sorridente. Não tinha como não gostar de você", diz um dos comentários. "Iria e Laurinha, muito obrigada pelo tempo que passamos juntos. Laurinha uma menina muito amada"', escreveu outra pessoa. Leia também: Veja imagens: Paraná amanhece com geadas, temperaturas negativas e sensação térmica de -7,5ºC 'Ícone? Aberração?': Prédio famoso do litoral do Paraná tem sacadas que parecem desalinhadas de propósito Veja cidade: Aposta única do Paraná acerta cinco números na Mega-Sena e leva prêmio Como vítimas foram encontradas Mãe e filha morrem ao cair em rio no Paraná Reprodução/RPC Conforme a Polícia Militar (PM-PR), no dia 2 de maio, por volta das 22h30, o veículo desceu a rampa de acesso ao rio e ficou submerso. Na madrugada do dia 3, equipes do Corpo de Bombeiros acessaram o carro e retiraram os corpos da mãe e da filha. No mesmo dia, o automóvel foi retirado da água. As vítimas foram sepultadas no dia 4 de maio, no Cemitério Municipal de Nova Londrina. Prisão do suspeito A análise de 23 imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas fizeram a Polícia Civil do Paraná (PC-PR) pedir a prisão preventiva de Márcio Talaska, de 38 anos. A queda do carro no rio foi filmada. Assista no início desta reportagem. Márcio também estava no carro com a esposa e filha, mas conseguiu se salvar. Segundo a polícia, ele prestou depoimento e disse que era a esposa quem estava dirigindo o veículo e que ela se perdeu no caminho. Entretanto, conforme a delegada Iasmin Gregorio, a polícia apurou que era Márcio quem estava dirigindo o carro. Conforme a delegada, testemunhas disseram que a família saiu de uma confraternização e foi Márcio quem dirigiu o carro durante todo o trajeto até a rampa que dá acesso ao rio. Com as imagens de câmeras de segurança, a polícia reconstituiu o trajeto feito pela família e confirmou a informação. Iria Djanira Roman Costa Talaska e Maria Laura Roman Talaska foram encontradas mortas dentro de um carro submerso no Rio Paraná. Reprodução/Redes Sociais/PC-PR A delegada também explicou que, a partir dos vídeos e dos depoimentos, não foi possível confirmar o motorista do carro estivesse perdido, como foi dito por Márcio durante o depoimento. Isso porque o trajeto percorrido pelo veículo durou cerca de oito minutos, de forma linear. "Não havia uma postura ali do casal de perguntar onde seria a saída da cidade, não teria nenhuma evidência através das câmeras de monitoramento de que esse casal teria perguntado, pedido algum tipo de ajuda e perguntado a saída da cidade.[...] Com todos esses elementos, há indicativos de que o masculino teria cometido tal fato de forma proposital", disse a delegada. As imagens também mostram o momento em que o carro acessa a rampa e cai no rio. Conforme a delegada, Márcio conseguiu sair com facilidade do carro e demorou cerca de um minuto e meio para pedir ajuda. A delegada informou que aguarda o resultado de outros laudo para concluir o inquérito policial. Posicionamento da defesa O g1 entrou em contato com a defesa de Márcio nesta segunda-feira, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. Confira a última nota emitida pelo advogado: "A defesa de Márcio Talaska vem a público manifestar sua irresignação diante da decretação de sua prisão preventiva. Até o presente momento, a defesa não teve acesso integral à decisão judicial, tampouco aos elementos de prova que teriam fundamentado medida tão grave e excepcional. Por essa razão, qualquer análise mais aprofundada será realizada assim que a defesa tiver conhecimento completo dos fundamentos utilizados para justificar a segregação cautelar. É necessário registrar que Márcio encontra-se profundamente abalado, emocionalmente destruído pela tragédia que vitimou sua esposa e sua filha. Trata-se de um homem que, além de enfrentar uma perda irreparável, agora se vê privado de sua liberdade antes mesmo de ter acesso pleno aos elementos que sustentaram essa decisão. A defesa respeita as instituições, mas entende que a prisão preventiva, por sua natureza excepcional, deve estar sempre amparada em fundamentos concretos, atuais e devidamente demonstrados, não podendo servir como resposta automática à comoção pública ou à gravidade abstrata dos fatos. Diante disso, serão adotadas todas as medidas jurídicas cabíveis para impugnar a decisão e buscar a imediata revogação da prisão preventiva, com o restabelecimento da liberdade de Márcio. A defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário do Estado do Paraná, na serenidade da Justiça e na certeza de que, com acesso integral aos autos e ao contraditório, será possível demonstrar a arbitrariedade da medida e obter a restituição de sua liberdade." Infográfico - Local onde carro com mãe e filha mortas foi encontrado submerso no Rio Paraná, em Porto Rico. Arte/g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná Veja mais notícias do estado em g1 Norte e Noroeste.

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