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'Agora ela tem ambas as pernas comprometidas', diz filha de idosa que teve prótese implantada no joelho errado no PR

Mulher acorda após cirurgia e percebe que médicos implantaram prótese no joelho errado Durante uma cirurgia de artroplastia do joelho esquerdo, Marilda da Si...

'Agora ela tem ambas as pernas comprometidas', diz filha de idosa que teve prótese implantada no joelho errado no PR
'Agora ela tem ambas as pernas comprometidas', diz filha de idosa que teve prótese implantada no joelho errado no PR (Foto: Reprodução)

Mulher acorda após cirurgia e percebe que médicos implantaram prótese no joelho errado Durante uma cirurgia de artroplastia do joelho esquerdo, Marilda da Silva, de 72 anos, foi operada na perna errada em um hospital particular de Curitiba. A idosa estava com a operação marcada no membro esquerdo após passar por exames, mas, quando acordou da sedação, percebeu que o joelho direito havia sido operado. 🔍 A artroplastia é um procedimento que consiste em colocar uma prótese de metal e polietileno em superfícies ósseas e de cartilagens que estejam desgastadas. Ao g1, a filha de Marilda, Sabrina da Silva, relatou que acompanhava a mãe no hospital. Após a cirurgia, ela foi chamada pelo médico, que explicou que, após a anestesia, a paciente insistiu para que a outra perna fosse operada, e não a que estava prevista. Marilda contou, no entanto, que não se lembra de ter dito nada. "Eles fizeram [a cirurgia] sem nenhum exame, sem nenhum acompanhamento daquela perna. Me informaram que fizeram uma radioscopia, porém, segundo o hospital, esse exame é feito no centro cirúrgico e não fica salvo. Então eles não têm como me mostrar, para provar que a direita precisava dessa cirurgia", diz Sabrina. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp A filha relata que Marilda "sofre bastante" desde a operação. "Ela está sofrendo por um pós-operatório que não foi previsto, porque agora ela tem ambas as pernas comprometidas: a esquerda está ainda precisando de suporte e a direita está com o machucado, um corte enorme [cicatriz da cirurgia]", conta. O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) abriu uma sindicância para apurar a conduta dos profissionais de saúde. O g1 procurou o Hospital Cruz Vermelha, que disse, em nota, ter aberto uma apuração interna para esclarecer o ocorrido e analisar os registros dos procedimentos adotados. O hospital afirma ainda que está programando a continuidade do acompanhamento da paciente por um médico ortopedista da equipe. Veja a íntegra da nota ao final da reportagem. 'Imputaram uma responsabilidade a ela' Idosa de 72 anos teve joelho errado operado em hospital particular de Curitiba. Foto: Arquivo Pessoal A cirurgia aconteceu em 30 de setembro. Marilda está em casa, se recuperando, e terá que ser operada novamente para implantar a prótese no joelho correto. "Ela ficou muito chateada na hora. No dia seguinte, ela falou para o médico que estava muito decepcionada com ele, questionando por que ele tinha feito isso. E aí começa toda uma novela, de a gente tentar contato com o hospital, abrir os chamados que a gente teve que fazer lá dentro do hospital mesmo, no mesmo dia", conta a filha. De acordo com Sabrina, ao questionar o médico após a operação, ele informou que a mãe dela, já sob o efeito dos sedativos, insistiu muito para que o joelho operado fosse o direito. Com isso, ele teria atendido ao "desejo" da paciente e aberto o joelho indicado. "Ela se culpou, porque eles imputaram uma responsabilidade, uma culpa a ela. Uma culpa que não é dela. Agora, além dos danos físicos, tem também o abalo emocional", diz a filha da paciente. Ela também relatou que não foi feita nenhuma marcação para sinalizar qual membro deveria ser operado. Leia também: Assista: Passageiro de carro sobrevive após árvore cair em cima do banco dele durante tempestade no Paraná Dois estão foragidos: Polícia prende suspeito de integrar quadrilha que alugava carros no Paraná para cometer assaltos no Paraguai Investigação: Ex-militar é preso suspeito de fabricar armas de fogo em fábrica clandestina Conselho Regional de Medicina apura o caso O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) afirmou em nota que acompanha o caso e que abriu uma sindicância para verificar a conduta da equipe responsável pelo procedimento. Disse ainda que, caso comprovada violação das regras éticas, as punições podem ir de uma advertência à cassação do registro profissional. Veja a íntegra da nota abaixo: "O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informa que está acompanhando o caso e que instaurou processo de sindicância para apurar o ocorrido. Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas. Conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022), as sindicâncias e os processos ético-profissionais tramitam sob sigilo processual, garantindo às partes envolvidas os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa." O que diz o Hospital Cruz Vermelha Procurado pelo g1, o Hospital Cruz Vermelha de Curitiba disse, em nota, que iniciou uma apuração interna para esclarecer o ocorrido e analisar os registros dos procedimentos adotados. Diz ainda que está programando a continuidade do acompanhamento da paciente por um médico ortopedista da equipe. Veja abaixo a íntegra: "O Hospital Cruz Vermelha do Paraná informa que, ao tomar conhecimento dos fatos relatados pelos familiares da paciente, iniciou imediatamente uma apuração interna, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias envolvidas, mediante análise técnica dos registros assistenciais e dos procedimentos adotados. A instituição acompanhou a alta hospitalar e a evolução inicial da paciente, mantendo contato com seus familiares e adotando as providências necessárias à continuidade da assistência. Considerando a interrupção da relação médico-paciente com o profissional anteriormente responsável, o Hospital está programando a continuidade do acompanhamento por médico ortopedista de seu corpo clínico, incluindo a avaliação e a programação do tratamento fisioterapêutico, no momento oportuno, conforme indicação médica. Em respeito ao sigilo médico, à privacidade da paciente e à legislação vigente, informações clínicas específicas não serão divulgadas. O Hospital reafirma seu compromisso com a segurança e a qualidade da assistência prestada, bem como com a apuração responsável dos fatos e a adoção das medidas eventualmente cabíveis." VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Paraná.

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